Geni
Geni. Conheci no portão de embarque. Era a primeira vez em um aeroporto. Pediu ajuda à moça da entrada, mas esta, tão automática, não a ouviu. Geni abraçou os parentes e entrou. Ofereci ajuda, ela me olhou desconfiada. Em um curto trajeto, pude explicar como colocar as coisas na bandeja do raio X, que não precisava esperar para revistarem sua mala, como a do moço a sua frente, se o pessoal não tivesse falado nada. Mostrei como olhar a telinha com os voos, como entrar e sair das esteiras rolantes. Também andei com ela até o portão e expliquei como ia ser até a hora de entrar no avião.
Ela, por sua vez, me contou que estava indo visitar a irmã mais velha de 70 anos que nunca tinha conhecido em seus 58 anos. Que os pais mudaram para São Paulo e a irmã, com 16 anos na época, fugiu para se casar e nunca mais viu a família.
Contou também que depois de dois anos em São Paulo a mãe dela, e de mais 7 irmãos, faleceu. Após um ano, o pai se matou.
Quando perguntei quem a criou: a vida cria. Vai ficando na casa de quem aceita. Disse que estava bem hoje em dia, teve seus filhos, dois homens - falou com orgulho. Disse que estava emocionada de conhecer a irmã, que achou pelo Facebook através das filhos.
Tinha uma mala de apenas 6kg para poder trazer coisas da viagem de 10 dias. 10 dias para conhecer aquela desconhecida, que era sua irmã amada.
Falei que era corajosa. Ela me disse que quem passou pelas coisas que ela passou, tem medo de poucas coisas.
Chegando ao portão, me abraçou e agradeceu com lágrima nos olhos. Eu também e disse que com certeza seria um encontro maravilhoso. Agora fico aqui digerindo o que essa mulher me trouxe de reflexão, enquanto eu lhe mostrava como circular num aeroporto. Parece que é sempre assim.
Ela, por sua vez, me contou que estava indo visitar a irmã mais velha de 70 anos que nunca tinha conhecido em seus 58 anos. Que os pais mudaram para São Paulo e a irmã, com 16 anos na época, fugiu para se casar e nunca mais viu a família.
Contou também que depois de dois anos em São Paulo a mãe dela, e de mais 7 irmãos, faleceu. Após um ano, o pai se matou.
Quando perguntei quem a criou: a vida cria. Vai ficando na casa de quem aceita. Disse que estava bem hoje em dia, teve seus filhos, dois homens - falou com orgulho. Disse que estava emocionada de conhecer a irmã, que achou pelo Facebook através das filhos.
Tinha uma mala de apenas 6kg para poder trazer coisas da viagem de 10 dias. 10 dias para conhecer aquela desconhecida, que era sua irmã amada.
Falei que era corajosa. Ela me disse que quem passou pelas coisas que ela passou, tem medo de poucas coisas.
Chegando ao portão, me abraçou e agradeceu com lágrima nos olhos. Eu também e disse que com certeza seria um encontro maravilhoso. Agora fico aqui digerindo o que essa mulher me trouxe de reflexão, enquanto eu lhe mostrava como circular num aeroporto. Parece que é sempre assim.
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